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NOTA DE REPÚDIO

05/08/2016

Central Única dos Trabalhadores repudia forma arbitrária, injusta e desumana como GEA decretou a demissão dos vigilantes.

Escrito por: Diretoria CUT/AP

 

 

NOTA DE REPÚDIO CONTRA A DEMISSÃO DOS VIGILANTES


Diante da gravíssima situação de injustiça e desrespeito à qual foi submetida toda a classe trabalhadora de Vigilantes do Estado do Amapá, a Central Única dos Trabalhadores deste Estado, vem manifestar seu repúdio à arbitrária e contraproducente ação do Governo do Estado ao dispensar centenas de trabalhadores e trabalhadoras que prestam serviço de vigilância nos mais diversos municípios em instituições educacionais. Este nunca foi e nunca será o instrumento para debelar crise.

A pretexto de resolver o problema fiscal do estado, a medida primeira é retirar o emprego de trabalhadores cuja única forma de sustento da família é seu salário, que ainda em regra é recebido com atraso. Pois esse mecanismo amargo para os trabalhadores é, no mínimo, contraditório, porque acaba por agravar a crise econômica e política. Sem emprego, não há consumo, o que afeta diretamente a arrecadação. O círculo vicioso se prolonga gerando ainda mais desajuste fiscal.

 

 

De modo mais claro o que se têm, são famílias inteiras assoladas pelos erros de uma política econômica, cuja medida é forçar a classe trabalhadora a pagar pela crise. As trabalhadoras e os trabalhadores não aceitam pagar a conta da má administração da máquina do Estado. Não bastasse o golpe dado na democracia brasileira pelos usurpadores de plantão, dá-se agora um duro golpe nos trabalhadores em vigilância do Estado do Amapá.

Em audiência protocolada junto ao GEA para a segunda-feira próxima, exigiremos a reversão desta desastrosa decisão, uma vez que, claramente se trata de uma demissão criminosa, com tentativa de calote nos 08 (oito) meses em que estes trabalhadores e trabalhadoras ofereceram sua força de trabalho, arriscando suas vidas nos postos que ocupavam.

Repudiamos veementemente a afirmação por parte do GEA, através de seu procurador de Estado, quando durante reunião do dia 04/08/2016, afirmou para a comissão montada por representantes das Empresas de Vigilância, Sindicato, Trabalhadores Vigilantes, Secretária de Educação e PGE, de que se o vigilante quiser receber seus salários atrasados, terá que ir pra justiça para garantir seus direitos, pois segundo ele, o Estado alega não ter recurso para pagar os salários dos trabalhadores e para piorar a situação, decretou a extinção geral do quadro de vigilantes da Educação, passando para o efetivo da Polícia Militar do Estado, o trabalho desenvolvido por esta categoria, que hoje representa mais de 1000 (mil) profissionais em todo o Estado. São mães e pais de família que agora, sem emprego, estão abandonados pelo Estado e a mercê da própria sorte.

 

 

Repudiamos o não atendimento e total insensibilidade com a pauta anterior, que era por regularização dos salários atrasados, manutenção dos salários em dias, não retaliação ao movimento paredista e abono de faltas dos vigilantes que aderiram à greve. E agora, mais uma luta se faz necessária, que é a manutenção dos empregos destes trabalhadores e trabalhadoras.

Repudiamos o GEA por ser conivente com o superfaturamento das Empresas de vigilância e não aceitaremos que os trabalhadores e trabalhadoras da Vigilância neste Estado, paguem por uma dívida que não criaram. Se quer de fato resolver a conta da crise, que cobre de quem a criou, que arrecade das grandes empresas instaladas no Estado, que onere as fortunas daqueles que se locupletaram do erário, que interrompa as negociatas do toma-lá-da-cá que só atende a classe política, inflando a folha salarial do Estado.

Repudiamos também a maneira insensata como a decisão do GEA pode afetar a segurança e a integridade física de profissionais da educação e estudantes de escolas públicas do Estado, pondo-os como alvos fáceis de salteadores, bem como, o comprometimento da volta às aulas, pois a Polícia Militar não possui estrutura para estender monitoramento que garanta a segurança de todos os patrimônios do Estado.

Os trabalhadores não aceitarão, sob nenhuma hipótese, pagar pela crise! Por isso todos os esforços serão envidados para denunciar à sociedade essa decisão unilateral, desrespeitosa, injusta e desumana,

 Macapá, 05 de agosto de 2016.

Central Única dos Trabalhadores no Amapá – CUT/AP

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